Cães farejadores de Três Corações têm ampliado atuação em apreensão de drogas e buscas por desaparecidos.

A atuação de cães farejadores em Três Corações (MG) tem feito a diferença não só nas unidades prisionais, mas também em outros serviços na região. Os animais são usados em trabalhos como apreensões de drogas e buscas por desaparecidos. Em um dos casos, um dos cães ajudou a encontrar um idoso desaparecido de um asilo.

O caso foi em Campanha (MG). Segundo a direção do asilo, o aposentado de 66 anos vive no local há um ano e meio. Ele tem Alzheimer, doença que degenera a memória e outras funções mentais.

Com a ajuda de Ice, um dos cães farejadores, o idoso foi encontrado pelo Grupo de Operações com Cães (GOC) a uma distância de quatro quilômetros do asilo.

"Foi a Ice, a cachorra que nos deu essa alegria de encontrar o seu Marcos. Depois de muitas pessoas não terem encontrado, foi a cachorra que encontrou", comemorou a presidente do Lar Vicentino, Maria Aparecida Miranda Fernandes.

Antes de morar no asilo, Marcos Antônio Lemes morava em um sitio na Zona Rural de Campanha. Ele contou que saiu porque estava preocupado com um gado que ele mantinha antes. “Fui ver minhas criações”, explicou.

Um chapéu do idoso foi usado pela equipe para o trabalho da cadela Ice. Foram quatro dias de buscas até Marcos ser localizado. "Foi uma alegria o seu Marcos ter voltado para nossa casa e ter esse final feliz, que pra gente foi uma vitória, uma glória, uma alegria", contou Maria.

O diretor geral da penitenciária de Três Corações, Maurício Victor da Silva, explicou que os cães têm papel fundamental na corporação.

“O papel dos cães é auxiliar os agentes penitenciários em suas atribuições do dia a dia, como no banho de sol dos presos, a contenção e segurança da unidade e auxiliando as outras forças de segurança do Estado que solicitam o apoio caso não tenham os cães em suas instituições”.

Por Bom Dia Cidade